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Após decreto assinado por Donald Trump, órgãos norte-americanos devem usar o termo “superinteligência” em vez de “inteligência artificial”

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Donald Trump firma decreto para renombrar “inteligencia artificial” como “superinteligencia” (Foto: Instagram)

No início de dezembro de 2023, um decreto assinado por Donald Trump determinou que agências federais dos Estados Unidos substituam o termo “inteligência artificial” por “superinteligência” em documentos oficiais, relatórios e comunicações internas. Donald Trump argumentou que essa mudança semântica visa destacar o nível avançado de autonomia e capacidade de aprendizado dessas tecnologias, diferenciando-as de sistemas automatizados mais simples.

O conceito de superinteligência ganhou notoriedade a partir da obra do filósofo Nick Bostrom, publicada em 2014, que define o termo como uma forma de inteligência que supera em muito o desempenho cognitivo humano na maioria das tarefas relevantes. Em contraste, o vocábulo “inteligência artificial” tem sido aplicado de forma genérica a qualquer sistema computacional capaz de realizar tarefas específicas, como reconhecimento de padrões, processamento de linguagem natural ou tomada de decisão baseada em algoritmos.

Com o novo decreto, agências como a NASA, o Departamento de Defesa e o Escritório de Tecnologia da Casa Branca deverão reformular diretrizes internas, contratos com fornecedores e relatórios de desenvolvimento para refletir o uso de “superinteligência”. Segundo fontes oficiais, a medida também contempla atualizações em materiais de treinamento, propostas orçamentárias e anexos de prestação de contas ao Congresso dos Estados Unidos.

Especialistas em tecnologia ressaltam que a adoção do termo “superinteligência” pode ter impacto nas políticas de regulamentação e na percepção pública dessas ferramentas. Enquanto a expressão “inteligência artificial” tende a evocar sistemas já consolidados no mercado, o rótulo “superinteligência” sugere um próximo estágio de sofisticação, com potencial de decisões autônomas em escalas maiores e consequências mais complexas.

Para a comunidade acadêmica e de pesquisa, essa mudança linguística reforça o debate sobre ética, segurança e limites no desenvolvimento de máquinas cada vez mais poderosas. Instituições como o Instituto de Pesquisa em Inteligência Artificial (AI Now Institute) e o Future of Humanity Institute já vêm alertando para a necessidade de protocolos robustos de governança e fiscalização de algoritmos que operem em níveis superiores de autonomia.

Embora o decreto não especifique sanções diretas para eventuais desvios terminológicos, fontes consultadas indicam que auditorias internas poderão avaliar o cumprimento da norma, com possibilidade de contingenciamento de verbas em casos de não conformidade. A medida faz parte de uma estratégia mais ampla da administração Trump de projetar os Estados Unidos como liderança global em inovação tecnológica.

Além da redefinição dos termos, o texto presidencial menciona a intenção de estimular parcerias público-privadas focadas em pesquisa de “superinteligência” para aplicações em defesa cibernética, saúde e infraestrutura crítica. Até o momento, empresas como Google, Microsoft e OpenAI ainda não se posicionaram oficialmente sobre a adoção obrigatória da nova nomenclatura.

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