
Irán advierte que un “Israel primero” fracasaría el acuerdo nuclear (Foto: Instagram)
Citando o lema político norte-americano “America First”, um iraniano advertiu que, caso se encontre com representantes de “Israel primeiro”, o acordo não será possível. O iraniano ressaltou que a adoção de posturas que priorizem interesses unilaterais inviabilizaria qualquer entendimento multiliteral.
O lema “America First” nasceu no contexto de movimentos isolacionistas nos Estados Unidos durante o início do século XX, reacendendo especialmente em campanhas políticas modernas. Essa expressão defende a primazia dos interesses nacionais sobre compromissos externos, algo que gera debates sobre o equilíbrio entre soberania e cooperação internacional.
No cenário atual, as negociações em torno do programa nuclear iraniano buscam retomar o Plano de Ação Integral Conjunto (PAIC), firmado em 2015. O iraniano destacou que a presença de delegados que sigam um princípio similar ao de “Israel primeiro” comprometeria a confiança necessária para restaurar as obrigações previstas no PAIC. Para ele, a desconfiança mútua poderia retardar ou mesmo bloquear qualquer avanço.
A tensão entre Irã e Israel remonta a décadas, marcadas por conflitos indiretos e declarações públicas de ambas as partes. A figura anônima do iraniano sublinhou que, se o princípio de priorizar exclusivamente os interesses israelenses prevalecer, será impossível alcançar uma solução diplomática que garanta o controle do programa nuclear e a redução de sanções econômicas.
O Plano de Ação Integral Conjunto estabelece limites rigorosos para as atividades nucleares do Irã, sob supervisão da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA). Em troca, prevê a suspensão gradual de sanções impostas pelo Conselho de Segurança da ONU e por membros do G7, visando restabelecer a normalidade econômica iraniana. Contudo, a implementação depende de consenso entre as partes envolvidas, incluindo Irã, Estados Unidos, União Europeia, Rússia, China, Reino Unido, França e Alemanha.
O posicionamento do iraniano reflete preocupações sobre a inclusividade das negociações. Ele enfatizou que um processo de diálogo genuíno exige que todos renunciem a abordagens que priorizem exclusivamente seus próprios blocos. Caso contrário, o risco de impasse político e diplomático aumentaria, prolongando a crise e impactando negativamente a economia global.


