
Banderas de Irán y EE.UU. sobrevolando el estrecho de Ormuz en tensión (Foto: Instagram)
O Chefe da segurança do Irã advertiu que qualquer país que colabore com a “guerra econômica” dos EUA contra Teerão será considerado um inimigo, e destacou que o estreito de Ormuz sofrerá impactos diretos caso as sanções sejam reforçadas ou ampliadas.
A expressão “guerra econômica” refere-se às diversas medidas punitivas impostas pelos EUA, que incluem sanções financeiras, restrições ao setor petrolífero e ao acesso a mercados internacionais. Desde 2018, quando Washington se retirou do Plano Conjunto de Ação Conjunta (JCPOA), ou acordo nuclear, os Estados Unidos vêm impondo sucessivas rodadas de sanções para limitar as exportações de petróleo do Irã, pressionar bancos e desencorajar investimentos estrangeiros no país.
O estreito de Ormuz, localizado entre o golfo Pérsico e o golfo de Omã, é um ponto estratégico pelo qual circula cerca de 20% do petróleo comercializado por via marítima no mundo, o que equivale a quase 18 milhões de barris diários. Qualquer perturbação no fluxo de navios-tanque nesta região tende a causar elevações imediatas nos preços do petróleo e a gerar incertezas nos mercados globais de energia.
O Chefe da segurança do Irã, figura de relevo na hierarquia de defesa e segurança de Teerão, atua diretamente na coordenação de estratégias nacionais para proteger a soberania e responder a ameaças externas. Esse cargo engloba a supervisão de órgãos militares e de inteligência, que monitoram movimentações estrangeiras e planejam contramedidas em caso de conflito econômico ou militar.
A ameaça de tornar inimigos aqueles que aderirem à “guerra econômica” dos EUA reforça o tom de escalada nas tensões entre Teerão e Washington. Declarações semelhantes já tinham sido feitas em incidentes anteriores, como apreensões de navios-tanque iranianos ou ataques a embarcações no mar da Arábia, que motivaram alertas de agências de segurança marítima internacional e elevaram os custos de seguro para o setor de transporte naval.
Diante desse discurso, especialistas em geopolítica ressaltam a importância de manter vias diplomáticas abertas para evitar confrontos diretos no estreito de Ormuz, ponto sensível para a estabilidade energética global. Até o momento, o Chefe da segurança do Irã não detalhou quais medidas específicas seriam adotadas contra os países classificados como inimigos, mas enfatizou a disposição de Teerão em proteger seus interesses estratégicos.


